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28/03/2008 | Diagnóstico Social de São José do Rio Preto

Diagnóstico Social de São José do Rio Preto

A DMTI, em parceria com a empresa Statsol, desenvolveu um banco de dados na internet que servirá como sistema gestor de informação para ser utilizado por toda a administração municipal, bem como pela sociedade. Este foi o destaque que o prefeito Edinho Araújo deu ao “Diagnóstico Social de São José do Rio Preto”. A pesquisa foi realizada pela Secretaria Municipal de Assistência Social, do Trabalho e dos Direitos da Cidadania, com o apoio do Conselho Municipal de Assistência Social e em parceria com a Faperp – Fundação de Apoio à Pesquisa e Extensão de São José do Rio Preto, Ibilce/Unesp e Ufscar – Universidade Federal de São Carlos.

A apresentação dos dados foi realizada nesta terça-feira, com a presença de toda a equipe envolvida na pesquisa, entidades de classe, instituições assistenciais e autoridades.

Com o Diagnóstico, o município terá uma base de dados consolidada que dará o suporte necessário para um verdadeiro Sistema Gestor de Informações Sociais, que poderá ser utilizado por toda a rede de atendimento da Prefeitura, Educação, Habitação, Obras, Planejamento, Saúde, ou seja, todas as secretarias poderão consultar as informações para direcionar a aplicação de recursos em projetos, programas e obras que contemplem as necessidades da população.

“Esse trabalho é um instrumento a ser utilizado por toda a sociedade. O Diagnóstico não é de um governo. Ele traz dados para que possamos identificar se as políticas públicas desenvolvidas, até então, estão proporcionando os resultados esperados, e, ao mesmo tempo, subsídios para a implantação de novos programas. Nosso objetivo é a emancipação da pessoa, a promoção da cidadania”, destaca o prefeito Edinho.

A secretária de Assistência Social, do Trabalho e dos Direitos da Cidadania, Maria Silvia Bastos Fernandes, explica que estão sendo divulgados os primeiros resultados. Porém, para se ter conclusões mais aprofundadas é necessário realizar o cruzamento de dados.

“Este é um projeto que foi pensado coletivamente e vem sendo desenvolvido desde 2005. É uma marca, um registro histórico para o município. Os primeiros números demonstrativos do Diagnóstico indicam que nossas ações, ou seja, os quatro CRAS (Centro de Referência da Assistência Social), os oito Núcleos de Assistência e o Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social), estão implementadas nas regiões que apresentam algum tipo de vulnerabilidade”, disse Maria Silvia.

O professor de estatísticas da Ufscar, Jorge Oishi, salientou a importância em se analisar os dados, os números. "As informações se complementam", destacou o especialista. “É muito importante esse trabalho realizado pelo município de Rio Preto. Não podemos deixar que as políticas públicas sejam movidas pelo ‘achismo’”, reforça Oishi. A pesquisa foi por amostragem. Mais de 3,5 mil pessoas foram ouvidas. O entrevistado foi o chefe de família ou o membro, acima de 18 anos, que mais informações possuía a respeito dos aspectos sociais daquela família.

A equipe responsável pela pesquisa é formada pelos professores-doutores Antonio José Manzato, Luiz Carlos Baida e Fernando Ferrari, do Ibilce/Unesp de Rio Preto, mais Jorge Oishi da UFSCAR - Universidade Federal de São Carlos.


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